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Trabalho escravo:longe de casa há muito mais de uma semana O 7251

Trabalho escravo:longe de casa há muito mais de uma semana   

        O resgate de trabalhadores encontrados em situação degradante é

uma rotina nas ações do Grupo Especial Móvel de Combate ao Trabalho

Escravo, do MTE. Desde que iniciou suas operações, em 1995, já são mais

de 30 mil libertações de trabalhadores submetidos a condições desumanas

de trabalho. "Chamou-me a atenção o caso de um trabalhador que há 30

anos não via a família", lembra Cláudio Secchin, um dos oito

coordenadores das operações do Grupo Móvel. Natural de Currais Novos, no

Rio Grande do Norte, José Galdino da Silva - Copaíba, como gosta de ser

chamado - saiu de casa com 10 anos de idade para trabalhar no Norte.

Nunca estudou. Durante 40 anos, veio passando de fazenda em fazenda, de

pensão em pensão, trabalhando com derrubada de mata e roça de pasto.

Nunca teve a carteira de trabalho assinada e perdeu a conta de quantas

vezes não recebeu pelo trabalho que fez. Copaíba nunca se casou nem teve

filhos. "Não conseguia dormir direito por não conseguir juntar dinheiro

sequer para retornar à minha cidade e rever a família", relatou. Quando

uma fazenda no município paraense de Piçarras foi fiscalizada em junho

deste ano, Copaíba foi localizado pelo Grupo Móvel, resgatado e recebeu

de indenização trabalhista mais de R$ 5 mil.Revista Trabalho. Brasília: MTE, ago./set./out./2008, p. 40-2 (com adaptações).Acerca dos aspectos estruturais e lingüísticos e dos sentidos do texto acima, julgue o item a seguir.De acordo com as informações apresentadas no texto, Copaíba foi vítima do crime de trabalho infantil e não apenas do trabalho escravo.

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